A gestão atual do município de Guamaré tem promovido ampla divulgação sobre o que classifica como o “maior investimento em recuperação de estradas dos últimos 20 anos”. Com peças publicitárias distribuídas nas redes sociais e mídia institucional, o prefeito Hélio Willamy exalta o montante superior a R$ 40 milhões aplicados nas obras de infraestrutura (estradas). No entanto, o que não se conta com a mesma ênfase é que parte significativa desses recursos tem origem em um empréstimo milionário junto à Caixa Econômica Federal, via FINISA, no valor de R$ 52 milhões, uma dívida que compromete o futuro do município pelos próximos 25 anos.
Essa é a realidade cruel que as propagandas oficiais e alguns blogs insistem em maquiar.
Segundo a narrativa governista, os recursos para essas obras seriam oriundos de uma junção virtuosa de verbas municipais, estaduais e da iniciativa privada. Mas a verdade é que parte substancial desse investimento vem diretamente do endividamento público, um passivo silencioso que não só compromete a atual gestão, mas impõe uma herança perversa às futuras gerações de guamareenses.
De superávit ao endividamento: uma troca imoral para Guamaré
Entre 2015 e 2025, segundo dados das Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), Guamaré administrou cerca de R$ 2,3 bilhões, ou seja, arrecadou 46 vezes o que tomou como empréstimo.
Com uma arrecadação histórica robusta, especialmente graças aos royalties do petróleo e ICMS, seria razoável supor que obras estruturantes fossem realizadas sem comprometer o orçamento das próximas décadas:
Mas o que se viu foi o oposto. A atual gestão trocou 10 anos de superávit, de recursos sobrados, por 25 anos de dívida. Um ato que o blog classifica como desproporcional.
Dívida silenciosa, propaganda estrondosa
As peças institucionais tentam criar a ilusão de que a população está ganhando: ruas asfaltadas, placas com valores pomposos, vídeos com drones sobrevoando obras em execução. Mas por trás da maquiagem institucional, esconde-se a conta salgada que será paga por nossos filhos e netos.
É impossível aceitar que uma gestão, após manejar mais de 2 bilhões em uma década, precise recorrer a um empréstimo dessa magnitude para fazer obras que deveriam ser realizadas com recursos próprios. O que falta, evidentemente, não é dinheiro, mas planejamento, responsabilidade e compromisso com o futuro.
NOTA DO BLOG
Este blog não é contra as obras, ao contrário. Guamaré merece estradas de qualidade, infraestrutura digna e investimentos que melhorem a vida da população. O que não se pode aceitar é que tudo isso venha acompanhado de uma dívida impagável, resultante de um modelo de gestão que privilegia acordos políticos, trocas de favores e manutenção de poder, em detrimento da transparência e do bom uso dos recursos públicos.
Como o povo de Guamaré ainda consegue enxergar?
Quem já acreditou na antiga promessa de uma solução definitiva para o problema da água que nunca chegou, sofremos até hoje na sede e nas comunidades, agora é novamente convidado a acreditar em uma nova ficção: a de que os recursos vindos de um empréstimo milionário estão sendo usados de forma exemplar, quando na verdade alimentam uma máquina publicitária voltada à promoção pessoal e à tentativa de maquiar os erros acumulados ao longo das gestões.
A verdade é uma só: Guamaré não precisava jamais se endividar para se desenvolver. O que se vê hoje é um espetáculo de marketing, financiado com o cheque em branco do futuro. Enquanto isso, a conta chega, a vida do povo vai ficando pior. E quem vai pagar somos todos nós.
Oremos meus irmãos!
1 comentário em “10 ANOS NO PODER, 25 ANOS DE DÍVIDA: A PROPAGANDA VENDE OBRAS, MAS OCULTA O EMPRÉSTIMO QUE COMPROMETE O FUTURO DE GUAMARÉ”
Herança maldita para o município e futuras gerações!
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